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A Região do Douro

A região Demarcada do Douro localiza-se no Nordeste de Portugal,  estende-se  pelo vale do rio Douro  e tendo como limites norte, oeste e sul as serras do Marão e Montemuro e a este a fronteira com Espanha. O rio Douro e os seus afluentes, como por exemplo o Távora,Tedo Torto e o Corgo, correm em vales profundos e a maior parte das plantações de vinha são encaixadas em encostas rochosas com um declive de mais de 30%  nas bacias hidrográficas dos rios. Esta região  tem uma área aproximada de 250 000 hectares, dos quais apenas cerca de 18,3% são ocupados por vinha, que ocupa uma área aproximada de 46 000 hectares, distribuídos por cerca de 40 000 viticultores.
 
Os solos desta região  são essencialmente compostos por xisto grauváquico embora, em algumas zonas, existam solos graníticos. Estes solos são particularmente difíceis de trabalhar e no Douro a dificuldade é agravada pela forte inclinação do terreno. Por outro lado, estes solos são benéficos para a longevidade das vinhas. O xisto tem uma elevada capacidade de retenção do calor durante o dia, que liberta gradualmente durante a noite, reduzindo as amplitudes térmicas diárias e contribuindo para o avanço da maturação.
 
O esforço do homem na conversão dos solos inóspitos em vinhas resultou na aplicação de três formas distintas de plantação: em socalcos, em patamares e ao alto. Os socalcos são frequentes em zonas cuja inclinação é elevada e assemelham-se a varandas separadas por muros de xisto grauváquico. Estes belos terraços murados, que sobem como escadas pelas íngremes encostas do vale do Douro, foram classificados em 2011 pela UNESCO como património mundial. Os patamares são constituídos por terraços construídos mecanicamente sem muros de suporte às terras, enquanto a plantação ao alto tem em conta a drenagem dos terrenos e o espaço necessário para a mecanização e movimentação das máquinas na vinha.
 
A região do Alto Douro possui um clima muito especial com características próximas do Mediterrâneo, sendo grande a influência que exercem as serras do Marão e de Montemuro, servindo como barreira à penetração dos ventos marítimos húmidos do oceano Atlântico a oeste. Situada em vales profundos, protegidos por montanhas, a região caracteriza-se por ter invernos muito frios e verões muito quentes e secos.
 
A grande diversidade de castas existentes no Douro, adaptáveis a diferentes situações de clima, demonstra as condições óptimas para a cultura da vinha existentes na região. As castas, na sua maioria autóctones, estão enxertadas em diversos porta-enxertos, escolhidos segundo a sua afinidade para as castas e características do solo. Actualmente, nas novas plantações tem-se optado por um número mais reduzido de castas, eleitas pelas suas características particulares. Nas castas tintas destacam-se a Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz, TourigaFrancesa, Touriga Nacional e Tinto Cão; as castas brancas predominantes são a Malvasia Fina, Viosinho, Donzelinho,Gouveio. No que diz respeito à produtividade, a região não se caracteriza por ter castas muito produtivas. Será de referir que o rendimento máximo permitido é de 55 hl/ha (cerca de 7.5OOkg/ha). A produtividade média é de cerca de 30 hl/ha (4. 100kg/ha).
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